(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

VISITANTES





Tenho árvores
no meu quintal,
um puleiro
ao natural
e quantos pássaros
ali!
Tem até
visitantes
que eu nunca vi!


(Isabel Ienczak)


sexta-feira, 4 de maio de 2012

FRAGMENTOS

Onde procurar?
Onde ir?
E nesses caminhos
o desencontro
sempre presente,
e promessas
nunca cumpridas.
Aceitando fragmentos
de um amor irreal,
que dilacera o coração
numa trágica dor.
Marcas
que ficam apenas
em papéis,
catando no tempo
o que se perdeu -
utopias -
crueldade para quem sonha.

(Isabel Ienczak)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

CHUVA FINA


Meio da tarde.
Outono.
Rejeitando
a uma saudade.
Chuva fina em brumas.
Precipita mansamente
como pintura impressionista,

Passantes na rua,
solitários,
sonhadores.
Viajantes sussurrantes,
sentenciando às lembranças.

Da janela espia
dois olhos ausentes.
Presentes somente
nos devaneios.
Declinam distraídos,
sossegando um coração.

Decisão pelo inatingível.
Reflexão premeditada -
- Esquecer:
Perfumes,
a tez risonha,
a atenção acalentadora,
e os gestos.
A imagem emblemática.
Tudo...tudo.

E contém-se
no deixar lembrar-se.
Eliminando as sombras
das entranhas.
Afastando a ternura e
pondo fim a melâncolia.

(Isabel Ienczak)

ouvir: Howard_Blake_-_Walking_In_The_Air


O QUE ILUMINA...


Fez-me Luz
ao chegar
a este mundo!

Mas estou certa
de que não é ainda
o momento de eu ser
o brilho.

Sou o círio,
o cuidador,
o que recolhe da escuridão
a quem o Divino
imcumbiu-me a tarefa.

Se minha Luz
ainda não é minha,
até que eu cumpra
este meu dever.

E se feliz iluminando
os caminhos de outrem,
não como me retirando
em secreto,
no entanto por serventia,
aos que sem vigor.

Então assim
a intensidade de minha Luz
se torna
uma alma forte.
e me torno fortaleza
em mim mesma.

(Isabel Ienczak)




O ADEUS


Ele a viu
ao longe.
Manhã despontando,
primeiros raios de sol.
Linha dourada
no horizonte mar.
Brilho.


Seus cabelos longos,
soltos ao vento.
Vestida em tecido branco,
fluindo no balanço de seu
tranquilo andar.


Ela comtempla
suas marcas na areia,
enquanto caminha
tranquila,
como se quisesse
chegar em algum lugar
serenamente.


Ele a observa inerte
Não arrisca
qualquer movimento
O Falso desejo
de não aproximar-se dela.
Porém,
a toca numa visão
solitária de recordações.


A beleza está n'alma!


E ela continua
seguindo lânguidamente.
Sem palavras,
rosto inclinado
em saudação.
E o vento
toca feito música
entendeu-se ser
a despedida!


(Isabel Ienczak)

Ouvir: Claude Debussy- The Girl with the Flaxen Hair