Assente no teu viço,
Anjo de Luz,
desperta em mim
tua alegria.
E que o céu
seja mais azul
e o verde dos campos
mais verde.
Que eu sinta
nesta chuva que cai,
a refrescância de minh'alma.
Anjo de Luz!
Por que não posso te ver?
Em sonhos
e Lembranças
tenho o teu semblante,
mas o vazio
vem como saudade,
e desperta em mim
a revolta da perda,
dor que teima
em meu peito.
Mas o reconforto
do teu silêncio
traz-me tua benevolência.
E sendo tua presença
oculta,
sei que em teus ombros
repousa as minhas
lágrimas,
penumbras de perignações
desta minha vida.
E fico a esperar
que traga a candeia
de uma paz perdida.
(Isabel Ienczak)
(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
AMAR
Quisera não saber,
que amar é uma tortura.
Retiro-me à minha'alma
alento-me o coração,
pois me parece
que nada há de se fazer.
E diante dos meus olhos,
machucados pelo que não
queria ver,
um mal irreparável.
Amor, que se ausenta,
como um fim:
o de nunca mais ser visto.
E a dor no peito
é maior que o pressentido.
O silêncio vence.
A minha fragilidade domina.
(Isabel Ienczak)
que amar é uma tortura.
Retiro-me à minha'alma
alento-me o coração,
pois me parece
que nada há de se fazer.
E diante dos meus olhos,
machucados pelo que não
queria ver,
um mal irreparável.
Amor, que se ausenta,
como um fim:
o de nunca mais ser visto.
E a dor no peito
é maior que o pressentido.
O silêncio vence.
A minha fragilidade domina.
(Isabel Ienczak)
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