(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CAFÉ DA MANHÃ



E neste instante,
estava eu, 
à mesa posta,
café da manhã.
Distraída
olhando à janela,
te vi ao longe
sorrindo.
Na dúvida,
não sei se...
para mim.
Suspirei!

(Isabel Ienczak)


Obra pintada por: Vladimir Volegov

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"ENTA"



Minhas rugas,
um ano que vem.
Caminhei,
trilhei.

Tempo passando,
voando.
Eu admirando 
também!

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

UM OLHAR

Há num olhar,
o segredo de todos.
Não porque confidenciaram,
mas a razão,
do olhar,
é a procura.

A procura
d'uma alma gêmea,
e repousar.
O desejo de,
naqueles olhos,
encontrar.

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

COLETÂNEAS DE UM AMOR

Deslizando tua mão,
Silêncio distante.
Tocando em cada parte minha,
Como se nela fosse viajante.

Em nossos abraços,
O amor refugia.
Duas almas apaixonadas,
Em beijos molhados seduzia.

Enquanto passam as horas,
No torpor do sono, cessa a loucura.
Perdida nos teus braços,
Tu me envolves, com palavras de ternura.

Pulsante estava o meu coração.
Naquela noite à luz da lua,
Oh, meu doce amor!

Soube então que era tua.


(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

CONFESSO


Confesso...


Confesso que não entendi,
As fotos de criança e,
me perguntei:
- O que está acontecendo?
- O que deu nessa gente?
Oh! Esqueci...
E lembrei...
Bateu a Saudade
Do tempo de brincadeiras
Do tempo da imaginação
e inocência.
Esqueci de ser Criança!



(Isabel Ienczak)


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

QUEIXA

Saudade
do beijo 
a distância.

D'um sorriso
em lábios
de ternura.

Fulgir
a luz,  nestes
verdes olhos.

E como!
te
amaria.

Se a saudade
intrometida,
fez soluçar.

O coração,
um dia
sereno.

E agora,
em prantos,
jaz a inocência.

Olhando
na memória,
uma certa partida.

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

FASTIO

Olhando
coisas ao redor.
Vagueia.

Este tédio
não é um qualquer.
Sala vazia.

Espera.

A Presença
nunca mais chegou.
Desencoraja.

Custa
a suportar.
Saudade.

O canto
se cala.
Recorda.

Absoluto silêncio.

Isabel Ienczak



quinta-feira, 4 de julho de 2013

DEMASIA

Teu sonho,
tua mão,
toque macio: pele.

Imagem
de um olhar:
verde-mar.

Sorriso
em lábios
carmim.

Tranquilidade.
frescor, flutua
sobre negros cabelos.

Corpos dançantes,
sol quente,
uma música ao longe.

De sobejo um silêncio.

(Isabel Ienczak)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

PALAVRAS

Para quem
os versos
escreves?

E quem os lêem?

Não importa!

São palavras
únicas.
Sons do silêncio.

Enquanto o olhar,
passeia por elas,
e, elas, são apenas.

Áqueles sonhos,
vivências,
um mundo irreal.

E, elas, são elas!

Palavras...
enigmáticas...
...de si.

(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

QUE PODERÁ EU, PENSAR?

Que poderá eu, pensar?
Sim, você mesmo,
lendo as frases
que devagar vou escrevendo.
O que será ao longo do caminho
encontrar?
Talvez a busca de um talento
esquecido...
Uma visão no final do caminho
onde outros não vêem,
adiante só os que se agarram
a imaginação.
Inspiração para respirar
vida.
Onde estará nossa
criança,
sonhos sem fim:
inocência?
Mansidão n'alma,
brisa fresca em espírito.
O que aguarda,
letra por letra,
perguntar?


(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

EM ALGUM LUGAR DA MEMÓRIA

Manhã!
Acordar de súbito.
No vazio do quarto,
sem saber onde estava.
Os sonhos da noite
se despediram repentinamente.
O olhar percorreu sem ver,
estava longe.
Longe dali, como a alma sempre esteve.
Descrédito no tempo,
divagando perguntas secretas.
Respostas nunca ditas.
E nesse entorpecimento,
já não sabia ao certo,
se do sono acordou,
ou nele adormeceu.
Um contador de estórias!
E na mente,
momentos sem sentido,
escolhas certas ou erradas.
E nesses minutos,
olhos fechados,
sem saber se era real ou virtual.

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

DESENHA-ME UM SONHO

Desenha-me um sonho,
na claridade do sol ou da lua,
na suave beleza do teu amor.

Desenha-me um sonho,
que resista aos suspiros de ternura,
nos teus braços, exultante.

Desenha-me no instante,
ao fechar os olhos,
alma voa em nossa juventude.

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 28 de maio de 2013

O PASSADO DIVAGA EM SONHOS

Seria meu delírio estar onde não posso mais estar.
O tempo, inevitavelmente, planando.
Distância essa, impossível retornar.

Só no fechar dos meus olhos,
é que brinco com as imagens,
irreconhecidas: preto em branco.

E, estou lá, imersa no meu sorriso,
agasalhada em liberdade,
que só agora reconheço.

O passado divaga em sonhos,
e com todas as veras, cercada por ironias,
passeio do meu jeito.

(Isabel Ienczak)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

OUTONO

A Vida
voa passando.
Sombras do sol
poente.

Almas
silenciosas,
soluçam.
Quedam tristes.

Saudade sepultada,
o tempo ordena.
Encobre
lembranças.

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A INSPIRAÇÃO ENFERMA

O que eu tenho?
Não sei.
Parece que se foram
as últimas letras.

E perdidas estão
por aí
sem pistas
sem rimas.

Minha mão
cadente,
versos não quer
escrever.

Enluta
a inspiração
abalada pelo silêncio:
as palavras.

(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

FOTOGRAFIA

Lembro-me
Desta fotografia,
Resgate da memória,
Onde tão distante
Ficou este dia.

Lembro-me,
Desse sorriso,
O mundo prometia:
Tudo tão fácil,
Banhado de alegria.

Lembro-me,
Da juventude,
Paixão em nossa boca sentida,
Amor de plenitude,
Atravessando o longo caminho da vida.


(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A SAUDADE NUM CAMINHO PERDIDO

Em águas
límpidas,
azul turquesa.
Sol que aquece,
o coração pensativo.
Voa longe,
mãos a encontrar.
Mergulho,
sob mundo:
encantado.
Não tenhas,
e não terás.
Devaneios n'alma.
Voa longe,
longe.
Espírito cerca,
os braços ao vento.

(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

AFLIÇÃO

Nos meus versos
repousa a emoção.
Donde em mim,
condensa a ilusão.

É quase certo
que o medo
tranca o pressentir,
a boca em segredo.

Os meus olhos,
vermelhos em pranto,
dizes: que um dia
me querias tanto.

Triste é não ter amor
...doce e profundo
num coração,
ausentando-se deste mundo.

(Isabel Ienczak)



terça-feira, 9 de abril de 2013

ADEJANDO

Voa minh'alma
no mais distanciado
do céu.

Voa ao encontro
meu caminho,
volitando silenciosamente.

Voa muito, muito longe
onde sol
se põe dourado.

Um pedaço
de mim.
Um tudo
de mim.

Revoando...revoando!

(Isabel Ienczak)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

PAI

Protetor,
Cálido
Sereno.

Perdi.

(Isabel Ienczak)

MATER

Há muito distante,
sonhei contigo.
Serenei na saudade!

Nesta noite desvelada,
visão do teu abraço,
eu me encontrei.

Onde andarás?
Por que sem tua presença?
Divago na recordação.

Meu devaneio
parecia real, e adormeci
no alvor do dia.


(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

ENTORPECIMENTO

Nestas noites
em que o sono não chega.
Em torpor,
pensamentos arredios.
Lembranças de quem faz falta,
a recordação de um esteio n'alma.
Desavistar na imaginação,
coração em alegria,
devaneio de uma beleza secreta.
E a saudade...
..arrebata.

(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 6 de março de 2013

MÚSICA

Música
em forma
de poema.

Ou,
poema
em forma de música.

Entreabre o coração,
arrebata aos sonhos:
- Dançadeira.

O corpo bailado,
viagem acena:
- É um outro mundo.

Gestos se tocando,
harmoniosa melodia.
- Descoberta!

Aquieta o ritmo.
E quando acaba?
- Desaparece as sombras.

(Isabel Ienczak)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

VIAGEM PARA A CRIANÇA

É noite, tenho 8 anos
sou criança inocente.
De passinho em passinho,
não quero acordar ninguém,
vou à janela, abro-a devagarinho.

Inclino meu rosto,
avisto a distância,
brisa fresquinha,
meu pensamento silencioso
e eu aqui quietinha.

Não lembro de ver o futuro,
tão pouco do que já se foi.
Eu estou viajando nela,
debruçada em sonhos
na minha grande janela.

(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

QUIMERA

Insolente.
Alegoria da vida.
Turbida.

Aqui agora.
Em instantes desaparece.
Transe.

Seguir caminho.
Abandonar.
Descerrar os olhos.

Mirar-me.
Desmistificar-me.
Amar-me.

Isabel Ienczak

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O CARTEIRO

Cartas em punho
escritas carinhosas.
Cartas de amor.

Espera ansiosa,
a resposta.
O tempo passando.

Aguardo em silêncio,
coração aos pulos.
O carteiro passa.

Chuva caindo.
Caixa de correio,
ainda vazia.

Cartas em punho,
romantismo...mistério.
Hoje jamais.

(Isabel Ienczak)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

QUIETUDE

Som de música
mágica, tranquila.
Pensamentos vem.

Num instante,
repousa o tempo,
e o olhar para trás.

Chuva caindo
Estalidos no telhado,
ruas cálidas.

Sonhos segredados
recolhem-se no íntimo.
Nada perturba.

(Isabel Ienczak)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

INSPIRAÇÃO PERDIDA

Sim...
Há muito ela vem
e vai.

Leve caminhada,
sem destino
num papel branco.

Imagens sobressaltam
e desaparecem,
Simplesmente.

Ora felicidade,
mas as outras...
porque estou nestas outras?

A imaginação corre
em sonhos longínquos,
quase esquecidos...

Abre portas
para uma inocência
de outrora.

E recordo de súbito
essas lembranças
que vão fugindo.

Igual a saudade
que sem querer
vai surgindo.

E resolvo escrever
sempre pensando
em minhas memórias.

Assim, vem as imagens
que se transformam
em palavras.

Palavras alforriando
uma certa inspiração
perdida.

(Isabel Ienczak)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ANIVERSÁRIO

O tempo não passa,
vai surgindo.
Como hoje fosse sempre agora.
Apenas nuances que vem e vão,
ou nunca mais voltam.

E festejo
os dias que se passaram,
brindando áqueles
que despontam em esperanças
em sonhos a realizar.

Vejo o que sou hoje.
Sem deixar a saudade do que fui.
Certamente uma viagem,
um encontro.

(Isabel Ienczak)





terça-feira, 8 de janeiro de 2013

UM LUGAR VAZIO

Um Lugar

Ainda vejo pessoas
em lugares
ante a seus olhos
cheios de orgulho
expressando o amor
e a vontade por este
ficar.
Mas eu
percorrendo a galeria
desses,
não encontro
aquele que sonho
em cores
e me parecem
vazios como se
fossem em espera.
E eu os ladeio
imaginando ver
criando pensamentos
em criativos lugares
vazios.

(Isabel Ienczak)