(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

TRANQUILIDADE (Isabel Ienczak)




Fujo daqui,
para meditar
perto da Natureza!

Todos devem
buscar um lugar!
Um canto só seu,
para esquecer
as tristezas
e a balburdia
do dia a dia!

Um lugar
onde se possa
relaxar!
Ler um bom livro.
Escrever qualquer coisa.

Colocar o corpo
em movimento,
ou,
simplesmente admirar!

Um lugar que tenha
a sua cara,
o seu geito,
a sua alma!

E quando lá
chegar!
A qualquer hora,
ter a certeza,
de que sentirá,
que aquele lugar,
o recebe com
um caloroso abraço!




CAMPOS E PAISAGENS




Vou fugindo
do barulho,
procurando a tranquilidade!
Procurando-me
em qualquer pedaço
desta terra...




O seu cheiro
puro
invoca minh'alma...
E como sou
feliz!




(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SALGUEIRO


Salgueiro!
Nosso Salgueiro... chorão!
Onde estás?
Voltamos para te rever
e não te encontramos!

Onde estás?




Roubaram-te da terra.
Como podem?
Acabaram com tua eloquência
e imortalidade!

Como podem?

E agora?


Sob teus longos ramos
ficávamos aconchegados,
segredando o nosso amor.
E tu, melancolicamente,
nos protegendo,
nos oferecendo
sob teus pendentes,
ao sabor mágico dos ventos,
a tua dança musical!

Salgueiro!
Salgueiro...chorão!

Há um vazio em nós,
por não estares mais aqui!

Como podem?
Como podem?

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

REFLEXÃO

Meu Deus!
Que repostas temos?
Ou não temos?

O que podemos esperar?
Ou simplesmente
não pensar!

O que fazer,
quando tudo se acaba:
-Como um sorriso!

Guardar na lembrança,
e ouvir apenas pelo coração!

Meu Deus! Dê-nos compaixão!
para entender
estas linhas escritas na Vida!

Só assim para compreender.
a quem não se pode mais ver,
o que é a sua partida!

(Isabel Ienczak)

MORRER

Morrer, mor-rer!
Fechar os olhos.
Não respirar.
Não sentir mais dores.
Não chorar.
Não sentir o vazio.
Não gritar.
Não sentir mais nada!
Estar ali inerte.
Morrer, mor-rer!

(Isabel Ienczak)

PAUSA




Que estivessem todos berrando!
Que a terra estremecesse!
Que o céu estivesse negro!

Eu colocaria as minhas mãos
nas nuvens
e puxaria o Sol!




(Isabel Ienczak)