(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

sábado, 31 de março de 2012

RELEMBRANDO

Neste dia,
relembrando acontecimentos,
eu, na minha simples
ingenuidade,
sonhava sem estar só.
Eu esperava.
Eu desejava.
Que nada.
Que tudo,
lá fora,
singisse de negro
o nosso céu estrelado.
E os caminhos,
começaram a se fechar.
Não há mais sons suaves
na noite,
nem uma jornada radiante
ao amanhecer.
Vislumbre de magia.
E nos perdemos
nesta selva rude
e banal.
Fomos
privados de nossos
sonhos.
E nossas mãos,
se afastaram...
perderam-se.

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 23 de março de 2012

COMPLICADO

Paixão ou
Amor?
Complicado!
O que vence,
ou o que se esvai?
A boca pronuncia,
A mente vacilando,
nos torna loucos.
Tira-nos da inocência,
e nos faz sofrer.
Sofrer?
Encalça a felicidade,
ergue a alma.
Faz-nos rejuvenescer!

Complicado!
Não sei se é amor ou
Paixão.
Não importa
onde estejas
Perturba apenas.

(Isabel Ienczak)

segunda-feira, 19 de março de 2012

AINDA ESPERO POR UM ABRAÇO DE TI...


Nestas noites em claro
A alma em desamparo,
pensamentos percorrem
a lembrança de um abraço.

Perdida no tempo,
As lágrimas florescem
e no sobressalto de um vazio,
Um pranto silencioso.

Busca o abraço
sumido,
regaço dos sonhos
já perdidos,
calor asilado do amor.

Sofreguidão de aninhar ao peito
na aflição de alimentar a alma,
redimida do desvelo prometido
e assombrada pela solidão.

Pousa mutuamente as mãos.
Em carinho, reclina em abraços.
Mostrando-lhe o coração
Em beijos úmidos e mornos,
Como àquela paixão.

(Isabel Ienczak)

E O TEMPO PASSANDO


"E o tempo passando
como vôo rasante,
talvez sem asas.
Talvez pra quê?
Talvez para se ter os pés no chão!
Pra quê os pés no chão?
Posso ter um na terra
e outro no céu!
E os braços?
Quem sabe,
contornando o mundo..."

(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 14 de março de 2012

O FATO

Abraço sem pretensão.
Deduz-se Inocência.
Arrasta-lhe a face,
no algar dos segundos,
Prendendo-a toscamente.
O inesperado acontece!
Sê verdadeiro,
parece impossível!
(gesto imperfeito?).
Pensamentos se recusam a vir.
Assustador saber.
(Onde está o Sublime?).
As mãos mostram-se vazias,
Acuadas se perde na fuga.
Sê real ou devâneio.
Não é certo que se reconsidere,
medo do risco.
E não saber quem se perdeu.
Remoer a mente,
em esperança louca.
O silêncio se fez no tempo.
E continua a remoer:
E não saber quem se perdeu.

(Isabel Ienczak)