(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A CHUVA




A chuva caindo lá fora,



Silêncio das gotas ao chão!



Escorrem como lágrimas,



Numa ausência angústia!



E, devagar,



Encharcam a vida de saudade,



Música em tom de Paixão!



A chuva continua caindo lá fora,



E muitos esperançosos,



Aguardando ela passar!




(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

EU TE AMO!

















Eu te amo!





Não um amor inventado,





Mas um amor sentido.


















































Eu te amo!





Não um amor de hoje,





Mas um amor de tempos atrás,





Um amor não escondido,





Um amor revelado,





Um amor não traído,





Um amor permitido.






















































Eu te amo!





Um amor desencarnado,









Um amor de alma,









Um amor sem fim.













































































Eu te amo!









Um amor aberto,









Não um amor silencioso,









Um amor guardado,









Não um amor trancado.








(Isabel Ienczak)




quinta-feira, 17 de junho de 2010

JANELA DE CORTINAS FINAS NA COR BRANCA




Atrás de mim, há uma janela, de cortinas finas na cor branca.
Por ela entra o vento e o aroma dos jardins.
A sua frente estou sentada junto a mesa, onde eu escrevo o que vejo por ela.
De minha janela vejo o céu azul, a grama verde.
É dia de sol quente, estou protegida!

Da janela eu observo as minhas crianças brincando, sorrindo e correndo.
Em volta não existem cercas, somente um largo campo, tudo é livre.
Há tantas flores, há tantos pássaros nas árvores!

Vestida de branco com cabelos soltos,
Tomo a mão das crianças e saímos a voar.
Eu estou leve e feliz!

Lá embaixo avisto a paisagem verde
Os diversos caminhos,
As pessoas sorrindo.

Tudo que vejo, eu escrevo,
Em frente a janela,
De cortinas brancas,
Onde o vento e o aroma dos jardins entram!
Vejo as crianças brincando, sorrindo e correndo.
Ouço o canto dos pássaros!

De minha janela, de cortinas na cor branca,
Olho lá fora e sinto o meu coração
enchendo de Paz!

Vejo o céu azul,
Os largos campos


e as flores no jardim!



Tudo lá fora é tão bonito,
É como vejo pela minha janela de cortinas finas e brancas,
por onde o vento e o aroma do jardim passam.
Eu vejo a noite chegar,
As estrelas a brilhar!

Minha janela tem os meus sonhos,
por onde eu os vejo.
Minha janela,
Minha janela
De cortinas finas,
Na cor branca.




(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ESCOLHAS E RENÚNCIAS




A vida é estranha!
Ou fazemos dela assim?
Os caminhos, as pessoas que se cruzam são sempre enigmas a serem decifrados, porém nem sempre conseguimos.
Olhando para trás e vendo o que já foi percorrido e se prestarmos atenção, há ramificações ao longo do trajeto, dessas muitas não foram abertas, ou por nossas escolhas ou por nossas renúncias (talvez ignoradas) e outros ainda por não notarmos a sua existência.
E não temos, definitivamente não temos, a visão clara de como seriam os não escolhidos, os ignorados e os não visto, se acaso optassemos por eles.
Somos nós, tão somente, que escolhemos?
Ou algo interfere também?
Talvez aquela conversa, aquele abraço ou o beijo desejado...a falta de qualquer reação, decisão, iniciativas...omissões, mudaram o rumo de nossa vida.
E a de outros também!




(Isabel Ienczak)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A FOTO






Ser criança, menina, era tão bom.
Estou lembrando dos meus 13, 14 anos, havia tantos planos e sonhos pela frente.
A tristeza eu a empurrava para trás, queria passagem. Sem muitas preocupações!
Na foto, eu quase não me reconheci, mas lá estava eu, imortalizada no tempo: sorriso enigmático, olhos olhando ao infinito (chamado futuro).
Tive uma breve e gostosa sensação de presenciar novamente aqueles minutos do "flash".
O tempo parou! Pena eu não poder lá retornar!
A magia ficou naquela fotografia, naqueles milésimos de segundos, capturados pela máquina fotográfica.
Bom mesmo é que, de vez em quando, posso vê-la, fechar os olhos e tentar adivinhar os aromas, os barulhos, todas as sensações daquele momento... daquela época.
É um vai e volta de sentimentos, só eles conseguem pular do passado ao presente e vice-versa.
Quão boa é a nostalgia, tal como ela existir.
Posso tocar os objetos, os rostos... o tempo!








(Isabel Ienczak)