(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NÓ NO GARGANTA

Minh'alma
Minhas sensações.
Meu coração partido.
Minha mente
repleta de indagações,
Dúvidas nas emoções.
Ser única,
apenas.
Caminhos desencontrados,
errantes.
Sintonia em silêncio.
Olhos em lágrimas!
Fuga,
em desespero.
Sonhos esvaindo.
Amor definhando.
Sofrimento.
Prisão sem correntes.
Dor.
Nó na garganta.

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 24 de maio de 2011

DIGA-ME

Lendo agora
estas minhas palavras,
Diga-me:
O que queres de mim?

Tua forma de abordar
confunde a minha mente,
não sei de tuas intenções,
propõe a felicidade
enleada ao silêncio.

Tu me arremessas
à insegurança
e envolta no medo,
me distancio de ti.

E mesmo querendo
entrar em teus abraços,
olhando-te
eu recuo,
a espera das palavras
que se encerram em mim
em perguntas
incessantemente
sem respostas.

Diga-me:
O que sou para ti?

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O QUE ESPERAR

E tudo o que se espera,
É apenas
como uma chuva de verão.
Ela vem,
tumultua o tempo,
pega os desprevinidos,
e vai embora,
rapidamente.
E logo vem o sol.
Então,
não haverá
mais lembranças,
não há como saber
de que forma chegou
e tão pouco
como se foi.
Apenas
uma passagem.
Nada mais!

Isabel Ienczak

SONHEI CONTIGO

Uma brisa fresca
chegou a meu quarto.
Lendo um conto,
sonhei contigo.
Eu te abracei
e te beijei.
Lembranças guardadas,
veio em sonhos.
Cada momento revivido
com intensa paixão.
Saudade
senti de ti,
e falei baixinho
do desejo
de ir contigo.
A qualquer parte,
em qualquer lugar.

(Isabel Ienczak - 87)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O QUE VOU DIZER?

Pensei,
não sei se
estou certa,
mas pensei em você.
Eu não quero dizer,
nem comentar.
Pra quê?
É o medo.
Pensar que posso.
Mas não posso.
Pode ser sim
um castigo.
Os pensamentos,
vão e voltam.
Mas o que dizer?
Nada.
Apenas ouvir
você falando.
Nada mais,
além de ouvir,
e sorrir.
E ficar
com a mente,
repleta de indagações.
E é isso,
e sempre será.

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 17 de maio de 2011

QUERIDO AMOR

Para ti
escrevo esta carta,
para te dizer
que o maior tesouro
que eu quero guardar
é o teu carinho.

Espero
todos os dias,
um riso teu.
Que a fortaleza
que nos protege,
seja feita de abraços fortes,
de um beijo longo,
e de nossas mãos
entrelaçadas.

Como portos
que esperam seus
navios chegarem,
sãos e salvos.
Eu te espero
sempre à "casa",
do mesmo geito
que te conheci:
Feliz por me ver.
Assim como eu
a ti.

Anima-me que,
apesar de tudo,
estaremos um ao lado
do outro.
Mas para isso,
é preciso que tu
não se afaste de mim.
Que os agouros
desta vida,
não arranque
o amor de nós.

Querido amor!
É tão simples,
é só estarmos perto,
é só não nos distanciarmos,
e basta apenas
nos fortalecer com
o calor de nós.
E assim não nos
entregaremos
às infelicidades
desses dias.

E nossas almas
sempre estarão em paz,
e estaremos a guardar
nossa "porta",
e nenhum mal,
arrancará
teu sorriso...
...e o meu sorriso!

Querido amor,
lembre-se disto!

(Isabel Ienczak)