(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

FOTOGRAFANDO


No caminho,
supresas a vista,
curiosas ou enigmáticas.
Tristes
sem respostas.
Alegres,
espontaneamente.
Sem medos,
de estar ali.
Sem planejar:
Registrar,
guardar.
Semblantes
do tempo passante
ou
aquele chegando.

Vida
circulante,
simples,
multicor
ou
em cinza:
Preto em branco.
Bichos,
gente,
crianças.
Flor,
verde,
Céu azul.
Brilhante Sol.
Estrelas.
Chuvas de estação.
Cidade nua,
crua
em movimento.
Cálido domingo.
Fotografando.

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

FELICIDADE

Felicidade
é imensurável.
Não é possível dizer
o quanto se é feliz.
Ela acontece
de uma só vez
em cada tempo,
mas sem precisar
os segundos, minutos
ou horas.
Felicidade
é única,
não se repete,
mesmo estando
no mesmo lugar,
com as mesmas
pessoas.
É inigualável,
inexplicável.
Felicidade,
só acontece de uma só vez,
não existe
momentos de felicidade,
só aquele,
é singular.
Sempre será.

(Isabel Ienczak)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

ESTOU AQUI

Estou aqui!

Ainda que o mundo
desmorona-se,
Eu estarei
ao teu lado.
Ainda que o fogo
intenso
teimasse em queimar
os teus sonhos,
Eu estarei
ao teu lado.
E mesmo aqueles
que te afligem,
na ignorância,
da cobiça de ter
tuas virtudes,
Eu estarei
ao teu lado.
Nada mais importa,
senão juntos somarmos
nossa energia
neste afeto duradouro,
que só quem ama sabe.
E,
nessas adversidades,
sei o que sou para ti,
e sei o que és para mim.
Eu estou aqui,
ao teu lado.
Sempre!

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 5 de abril de 2011

CONSUMIÇÃO

Hoje,
nesta tarde de sol,
esqueci os compromissos,
e aqui em meu jardim,
sentei.
Olhei ao Céu,
sem muito entender
estes momentos incertos,
que me vejo agora .
Estou entristecida,
aflita de mãos atadas.
E nestas forças,
que desmoronam o meu íntimo,
senti uma única vontade:
Ir embora daqui.
Pois minh'alma nunca foi
desses ares,
e esses ares
também não me querem aqui.
E pareceu ser eu
uma ave apreendida,
nesta injustiça descalça
rondando em labirintos
sem fim.

(Isabel Ienczak)

domingo, 3 de abril de 2011

CARTAS NO PAPEL

Reli tuas cartas
e nelas estamos nós.
E sinto
àquelas emoções,
repletas de saudade.
Mas eu as terei sempre
para que a memória
reviva a nossa história.
E,
enquanto as leio,
fecho os olhos,
e ouço tuas palavras,
percebendo o aroma...
o toque...
tudo o que sempre
nos envolveu.
E volto a guardá-las,
unidas
em uma fita azul.
Para que,
a qualquer hora,
possa rememorar o tempo,
em cartas no papel.

(Isabel Ienczak)