(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

SONHAR UM SONHO SOZINHO

Ninguém
pode sonhar um sonho
sozinho,
e não saber,
e não perceber
que ele está
somente dentro
do seu próprio coração!

Ninguém
pode sonhar um sonho
que não começou,
um sonho com pressa
somente dentro
do seu próprio coração!

Ninguém
pode sonhar um sonho
interrompido,
antes mesmo de começar!

.
Ninguém
pode sonhar um sonho
com um beijo
tocado no ar
com um abraço
envolto no vazio
palavras
sem ser ouvidas!

Ninguém
pode sonhar
um sonho
sozinho!

(Isabel Ienczak )
Para ouvir: Peter Gabriel - The Book of Love.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ENVELHECER

Não faz muito tempo,
que alguém me disse:
- Como você rejuveneceu?
E eu,
tentando me ver,
fiquei numa admiração
silenciosa.
E percebi,
na verdade,
que falta tão pouco
para eu assumir
meu segundo "enta".

-O que será então?

São os olhos alheios,
de maneiras gentis?
Ou minh'alma
se abrindo,
superando devagarinho,
meus medos,
minhas inquietações,
desaparecendo
de mim.
E eu pacientemente
assumindo,
que é bom aprender
sempre,
até envelhecendo!

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

INEXPLICÁVEL

Quisera ser eu
um enigma,
mas não sou.
Sou uma desconhecida
de mim.
Como todos de si.
Talvez essência
do extraordinário.
Talvez...!
O enigma está
no simples,
nuances do imaginável.
Secreto
no inconsciente de
alguns.
Ou todos...!
Quem sabe de mim.
Dúvida,
em intensa transformação,
neste bucólico
sofrer humano.
Longe,
sem sentir,
sem tocar.
Perto,
sem ofuscar.
Inexplicável!

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CARTAS

Agora,
releio estas antigas
cartas tuas,
com a esperança
de te reencontrar
nas promessas
de me amar
eternamente.

De olhos fechados,
em cada uma delas,
minh`alma sente
aqueles momentos,
que teimam em ficar
somente no passado.

E vou deixá-las
aqui abertas,
na esperança
de que tu jamais
venha a
nos esquecer.

Porque sei,
que o teu silêncio
é um engano,
como rabiscos
aleatórios em papel.

E na hora
do arrependimento,
deste puro engano,
ei-las aqui
para que tu
as veja
e relembre
nós dois,
e reencontre-nos!

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A FÊNIX SOU EU.

A Fênix sou Eu.
Alçarei o vôo,
longe das sensações
que me perturbam,
que me seguram,
aos tolos
sem sentimentos.
Levantarei as minhas asas,
seguirei a trilha
do caminho prometido.
Suportarei
os infortúnios
com altivez.
Estarei
na tranquilidade
deste imenso céu.
E avistarei
a luz dourada
da Vida.

(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

OLHANDO A LUA E AS ESTRELAS

Nos anos 70,
Meus pais, minhas irmãs e eu,


nos acalentamos deitados ao chão,
numa noite quente de verão
de pouca brisa,




olhando a Lua e as Estrelas.


De braços cruzados sob a cabeça,
olhos fixos no céu,
apontavamos as descobertas
naquele silêncio mágico,
enquanto todos na vizinhança dormiam.

E ficamos assim:
divagando sobre um futuro,
ora, talvez, o presente.
E coisas do passado.

E naquele momento,
o calor já não nos incomodava.
Estávamos ali juntos.
E adormecemos,
olhando a Lua e as Estrelas!

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PAIS




Meus Pais!
Ultimamente tenho pensado muito neles.
É como se eles soubessem que preciso,
necessito, tanto deles.
Como não tenho mais a sua presença,
tenho as imagens e lembranças.
Porém, às vezes, não me é suficiente.
É necessário um abraço,
um aconchego fraternal,
uma conversa de orientação,
ou simplesmente ficar ali do lado.
Mas o que posso fazer,
os perdi tão cedo,
Contento-me em sonhar.
E não sei ao certo
se sonhos são avisos.
E, nestes últimos tempos,
estive com eles, em meus sonhos,
muito mais tempo do que antes.
Talvez seja por isso,
que a sonolência me toma o corpo,
muito mais densa,
para ficar neste torpor
de Paz e proteção.

Saudades!
Não tenho mais o que dizer...
...agora!




(Isabel Ienczak)

O CAMINHO ERA PARA A DIREITA

O caminho era para a direita!
Assim que pensei, ir para frente, subir,
Ir em direção ao Sol!
Nada mais...

A trilha, dizia minha intuição,
Fica ao Norte!
É lá onde conheci a felicidade.
É lá em que senti a liberdade de ser Eu!

Ultimamente, tenho relembrado imagens antigas,
Imagens conhecidas,
Tão distantes que nem sei,
Nem percebi.

Consigo sentir o aroma,
O frescor da chuva,
A brisa suave,
Uma certa Paz,
Uma certa Tranquilidade!

Ás vezes sinto
em minhas mãos,
mas não consigo agarrar
esses momentos e
Eu me entristeço!

Parece tão perto,
Mas... é tão distante...
Só percebo que
o relógio do tempo,
percorreu rápido.

Nem pude acompanhar...

(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DEVANEIOS

Ilusão é um sonhar!
Triste é ser arrancada de lá.
Triste é não sonhar.
Triste é perder os sonhos.
Triste é não saber mais fantasiar!

Viver é sonhar!
Triste é não mais se permitir.
Triste é não permitirem.
Triste é não saber onde está o sonhar.
Triste é se apagar!

Sorrir é sonhar!
Triste é olhar sem ver.
Triste é ouvir sem escutar.
Triste é caminhar sem sentir.
Triste é parar para chorar!

CAIR NO VAZIO...

A melhor maneira
de sair da realidade,
é cair no vazio...

...No vazio da mente.
Isolar-se nela
Transportar-se.

Só assim para sobreviver!

Uns dizem
que estar no mundo
das ilusões.

Eu digo:
Que é se jogar nos sonhos!
Fantasiar momentos!

Então,
Torna-se mais fácil
dormir.

Torna-se mais fácil,
Acordar...
todos os dias.

(Isabel Ienczak)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

TRANQUILIDADE (Isabel Ienczak)




Fujo daqui,
para meditar
perto da Natureza!

Todos devem
buscar um lugar!
Um canto só seu,
para esquecer
as tristezas
e a balburdia
do dia a dia!

Um lugar
onde se possa
relaxar!
Ler um bom livro.
Escrever qualquer coisa.

Colocar o corpo
em movimento,
ou,
simplesmente admirar!

Um lugar que tenha
a sua cara,
o seu geito,
a sua alma!

E quando lá
chegar!
A qualquer hora,
ter a certeza,
de que sentirá,
que aquele lugar,
o recebe com
um caloroso abraço!




CAMPOS E PAISAGENS




Vou fugindo
do barulho,
procurando a tranquilidade!
Procurando-me
em qualquer pedaço
desta terra...




O seu cheiro
puro
invoca minh'alma...
E como sou
feliz!




(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SALGUEIRO


Salgueiro!
Nosso Salgueiro... chorão!
Onde estás?
Voltamos para te rever
e não te encontramos!

Onde estás?




Roubaram-te da terra.
Como podem?
Acabaram com tua eloquência
e imortalidade!

Como podem?

E agora?


Sob teus longos ramos
ficávamos aconchegados,
segredando o nosso amor.
E tu, melancolicamente,
nos protegendo,
nos oferecendo
sob teus pendentes,
ao sabor mágico dos ventos,
a tua dança musical!

Salgueiro!
Salgueiro...chorão!

Há um vazio em nós,
por não estares mais aqui!

Como podem?
Como podem?

(Isabel Ienczak)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

REFLEXÃO

Meu Deus!
Que repostas temos?
Ou não temos?

O que podemos esperar?
Ou simplesmente
não pensar!

O que fazer,
quando tudo se acaba:
-Como um sorriso!

Guardar na lembrança,
e ouvir apenas pelo coração!

Meu Deus! Dê-nos compaixão!
para entender
estas linhas escritas na Vida!

Só assim para compreender.
a quem não se pode mais ver,
o que é a sua partida!

(Isabel Ienczak)

MORRER

Morrer, mor-rer!
Fechar os olhos.
Não respirar.
Não sentir mais dores.
Não chorar.
Não sentir o vazio.
Não gritar.
Não sentir mais nada!
Estar ali inerte.
Morrer, mor-rer!

(Isabel Ienczak)

PAUSA




Que estivessem todos berrando!
Que a terra estremecesse!
Que o céu estivesse negro!

Eu colocaria as minhas mãos
nas nuvens
e puxaria o Sol!




(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O BEIJO





Beijo na Boca!




Não se deve ter vergonhas,




é a mais sublime das demonstrações




aquele que amamos.









Beijo na Boca!




Sela a ternura




e garante o brilho no olhar.









A vontade,




é ficar pra sempre




com o Beijo na Boca!









É luz dos olhos,




inspiração para o dia a dia.




É o acolhimento do Divino a alma!









Beijo na Boca!




É o suspiro de amor,




no coração!





(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A CHUVA




A chuva caindo lá fora,



Silêncio das gotas ao chão!



Escorrem como lágrimas,



Numa ausência angústia!



E, devagar,



Encharcam a vida de saudade,



Música em tom de Paixão!



A chuva continua caindo lá fora,



E muitos esperançosos,



Aguardando ela passar!




(Isabel Ienczak)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

EU TE AMO!

















Eu te amo!





Não um amor inventado,





Mas um amor sentido.


















































Eu te amo!





Não um amor de hoje,





Mas um amor de tempos atrás,





Um amor não escondido,





Um amor revelado,





Um amor não traído,





Um amor permitido.






















































Eu te amo!





Um amor desencarnado,









Um amor de alma,









Um amor sem fim.













































































Eu te amo!









Um amor aberto,









Não um amor silencioso,









Um amor guardado,









Não um amor trancado.








(Isabel Ienczak)




quinta-feira, 17 de junho de 2010

JANELA DE CORTINAS FINAS NA COR BRANCA




Atrás de mim, há uma janela, de cortinas finas na cor branca.
Por ela entra o vento e o aroma dos jardins.
A sua frente estou sentada junto a mesa, onde eu escrevo o que vejo por ela.
De minha janela vejo o céu azul, a grama verde.
É dia de sol quente, estou protegida!

Da janela eu observo as minhas crianças brincando, sorrindo e correndo.
Em volta não existem cercas, somente um largo campo, tudo é livre.
Há tantas flores, há tantos pássaros nas árvores!

Vestida de branco com cabelos soltos,
Tomo a mão das crianças e saímos a voar.
Eu estou leve e feliz!

Lá embaixo avisto a paisagem verde
Os diversos caminhos,
As pessoas sorrindo.

Tudo que vejo, eu escrevo,
Em frente a janela,
De cortinas brancas,
Onde o vento e o aroma dos jardins entram!
Vejo as crianças brincando, sorrindo e correndo.
Ouço o canto dos pássaros!

De minha janela, de cortinas na cor branca,
Olho lá fora e sinto o meu coração
enchendo de Paz!

Vejo o céu azul,
Os largos campos


e as flores no jardim!



Tudo lá fora é tão bonito,
É como vejo pela minha janela de cortinas finas e brancas,
por onde o vento e o aroma do jardim passam.
Eu vejo a noite chegar,
As estrelas a brilhar!

Minha janela tem os meus sonhos,
por onde eu os vejo.
Minha janela,
Minha janela
De cortinas finas,
Na cor branca.




(Isabel Ienczak)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ESCOLHAS E RENÚNCIAS




A vida é estranha!
Ou fazemos dela assim?
Os caminhos, as pessoas que se cruzam são sempre enigmas a serem decifrados, porém nem sempre conseguimos.
Olhando para trás e vendo o que já foi percorrido e se prestarmos atenção, há ramificações ao longo do trajeto, dessas muitas não foram abertas, ou por nossas escolhas ou por nossas renúncias (talvez ignoradas) e outros ainda por não notarmos a sua existência.
E não temos, definitivamente não temos, a visão clara de como seriam os não escolhidos, os ignorados e os não visto, se acaso optassemos por eles.
Somos nós, tão somente, que escolhemos?
Ou algo interfere também?
Talvez aquela conversa, aquele abraço ou o beijo desejado...a falta de qualquer reação, decisão, iniciativas...omissões, mudaram o rumo de nossa vida.
E a de outros também!




(Isabel Ienczak)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A FOTO






Ser criança, menina, era tão bom.
Estou lembrando dos meus 13, 14 anos, havia tantos planos e sonhos pela frente.
A tristeza eu a empurrava para trás, queria passagem. Sem muitas preocupações!
Na foto, eu quase não me reconheci, mas lá estava eu, imortalizada no tempo: sorriso enigmático, olhos olhando ao infinito (chamado futuro).
Tive uma breve e gostosa sensação de presenciar novamente aqueles minutos do "flash".
O tempo parou! Pena eu não poder lá retornar!
A magia ficou naquela fotografia, naqueles milésimos de segundos, capturados pela máquina fotográfica.
Bom mesmo é que, de vez em quando, posso vê-la, fechar os olhos e tentar adivinhar os aromas, os barulhos, todas as sensações daquele momento... daquela época.
É um vai e volta de sentimentos, só eles conseguem pular do passado ao presente e vice-versa.
Quão boa é a nostalgia, tal como ela existir.
Posso tocar os objetos, os rostos... o tempo!








(Isabel Ienczak)