Procura-se
a menina
que subiu no telhado
escondida
e do alto
admirou o mundo.
Procura-se
a menina
que sem medo
debruçada
espanta-se
com o tamanho
da gente.
Procura-se
a menina
sorridente
contando
os caminhantes
bichos e árvores
que do alto
admirou o mundo.
Isabel Ienczak
(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
A PRIMAVERA EM NOSSA CASA
A Primavera
Em nosso jardim
Em nossa casa.
Desponta em flores:
coloridos mil.
E o Canto dos
pássaros.
Em Todas s manhãs que
chegam
Em nossa casa
Avistam o Sol
brilhante
cintilando cores em
formusuras.
A Primavera Vestiu
A nossa casa
Encanto que guardo
Em molduras
Nessas eternas fotografias.
Isabel Ienczak
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
COVARDIA
No pensar da fraqueza de outrem.
De sujeito,
Torna-se um raivento faminto.
Montado em plumas,
de pérfido fulgor altivo.
E quando face a face
do afoito,
Eis que torna-se inócuo:
encabulado e inofensivo
tal qual um bórrido.
Isabel Ienczak
De sujeito,
Torna-se um raivento faminto.
Montado em plumas,
de pérfido fulgor altivo.
E quando face a face
do afoito,
Eis que torna-se inócuo:
encabulado e inofensivo
tal qual um bórrido.
Isabel Ienczak
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
CONTRARIEDADE
Quem pode querer
a todo instante,
ter o não dever.
Na perversidade da contrariedade,
eis que a crueldade,
em som surdo,
avassala.
O mau humor
instala n'alma.
Finda-se no azedume.
Ronda um sentimento desagradável
idêntico a birra de gaiato.
Cruza-se os braços,
simulando um rebordo.
O que fazer nessa rudeza desacordante?
Esvai-se para que a cólera
não atinja quem quer o sossego.
Isabel Ienczak
a todo instante,
ter o não dever.
Na perversidade da contrariedade,
eis que a crueldade,
em som surdo,
avassala.
O mau humor
instala n'alma.
Finda-se no azedume.
Ronda um sentimento desagradável
idêntico a birra de gaiato.
Cruza-se os braços,
simulando um rebordo.
O que fazer nessa rudeza desacordante?
Esvai-se para que a cólera
não atinja quem quer o sossego.
Isabel Ienczak
terça-feira, 18 de março de 2014
SÃO OITO ANOS ATRÁS
A música, trouxe-me lembranças,
sorrisos e descobertas.
Chorei.
Agora tudo mudou...
São oito anos atrás,
tempo inesquecível,
minhas memórias.
Agora a falta que me fazem...
Eu "salto" pra trás,
saudades demais,
imagens vem.
Agora parecem ilusões...
Sentimentos se misturam,
doçura e sonhos:
- Se ao menos voltassem!
Agora um pouco do que foi...
Saudade...saudade,
demais dói no coração.
São oito anos atrás.
Agora já passaram...
Florianópolis, 22 de fevereiro de 1985.
Isabel Ienczak
sorrisos e descobertas.
Chorei.
Agora tudo mudou...
São oito anos atrás,
tempo inesquecível,
minhas memórias.
Agora a falta que me fazem...
Eu "salto" pra trás,
saudades demais,
imagens vem.
Agora parecem ilusões...
Sentimentos se misturam,
doçura e sonhos:
- Se ao menos voltassem!
Agora um pouco do que foi...
Saudade...saudade,
demais dói no coração.
São oito anos atrás.
Agora já passaram...
Florianópolis, 22 de fevereiro de 1985.
Isabel Ienczak
segunda-feira, 17 de março de 2014
PENSAMENTOS VAGOS
Enquanto eu olhava
ao mundo que ninguém via,
as horas corriam.
Eu, talvez,
indiferente,
desinteressada,
num porém
longe...muito longe.
Algumas coisas,
me diziam
em pensamento.
E na dúvida
de outrem,
cismando idéias,
irreais, quem sabe.
Não muito fácil,
o sentido das coisas.
Tudo parece fechar,
uma miragem,
o mistério é
pelo que não se olha.
Adeus, então,
as longas horas
de pensamentos vagos.
Isabel Ienczak
ao mundo que ninguém via,
as horas corriam.
Eu, talvez,
indiferente,
desinteressada,
num porém
longe...muito longe.
Algumas coisas,
me diziam
em pensamento.
E na dúvida
de outrem,
cismando idéias,
irreais, quem sabe.
Não muito fácil,
o sentido das coisas.
Tudo parece fechar,
uma miragem,
o mistério é
pelo que não se olha.
Adeus, então,
as longas horas
de pensamentos vagos.
Isabel Ienczak
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
AUSENTAR-SE
Enquanto eu cruzava
pela janela do passado,
Avistei tantos que se
ausentaram de mim.
E por uma razão,
se dissiparam
das minhas memórias.
Mas a vida é um pequeno círculo,
e embora o tempo os encoberta,
deparo inesperadamente com este ensejo.
Mundos não foram construídos,
razão, não sei.
Tudo tem o seu fim.
Perdidos ficaram por aí,
privados até que o círculo
volte ao seu ponto de partida.
Mas a partida
não é igual.
Nada é igual.
E assim vai a vida:
encontros e desencontros,
Até a existência desvanecer.
Isabel Ienczak
pela janela do passado,
Avistei tantos que se
ausentaram de mim.
E por uma razão,
se dissiparam
das minhas memórias.
Mas a vida é um pequeno círculo,
e embora o tempo os encoberta,
deparo inesperadamente com este ensejo.
Mundos não foram construídos,
razão, não sei.
Tudo tem o seu fim.
Perdidos ficaram por aí,
privados até que o círculo
volte ao seu ponto de partida.
Mas a partida
não é igual.
Nada é igual.
E assim vai a vida:
encontros e desencontros,
Até a existência desvanecer.
Isabel Ienczak
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
BEM-QUERER
Digo que é minha loucura
um vozear em pensamentos,
ofuscam e me torturam.
E, se te perturbo,
com estas minhas palavras massantes,
de certo o amor ainda se curva a ti.
Ah! Esse meu apreço!
Conheces-me.
Tranquila não fico.
E enquanto não me dás
o aclaramento que te interrogo,
Não me canso.
E minhas lágrimas,
pedem o teu compadecimento.
Agasalha-me em teu braços.
Busca-me em teu beijo,
Aquele igual, que arrebatou
meu coração.
Isabel Ienczak
um vozear em pensamentos,
ofuscam e me torturam.
E, se te perturbo,
com estas minhas palavras massantes,
de certo o amor ainda se curva a ti.
Ah! Esse meu apreço!
Conheces-me.
Tranquila não fico.
E enquanto não me dás
o aclaramento que te interrogo,
Não me canso.
E minhas lágrimas,
pedem o teu compadecimento.
Agasalha-me em teu braços.
Busca-me em teu beijo,
Aquele igual, que arrebatou
meu coração.
Isabel Ienczak
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
CHIFFON
Sei agora.
Andando nas nuvens,
Correr ao vento,
sem estar neles.
Rodopiando na leveza.
Criança brincando
em saia de roda.
Gira!
Gira!
Gira!
Vestida de flores
charmosamente,
dança nos babados.
E nessa dança,
sem querer, desvenda
a silhueta feminina.
Isabel Ienczak
Andando nas nuvens,
Correr ao vento,
sem estar neles.
Rodopiando na leveza.
Criança brincando
em saia de roda.
Gira!
Gira!
Gira!
Vestida de flores
charmosamente,
dança nos babados.
E nessa dança,
sem querer, desvenda
a silhueta feminina.
Isabel Ienczak
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
DESAPRENDER
Lápis e papel,
horas a olhar.
Quedo no esquecimento,
palavras não querem chegar.
Perdida...
e magoada.
Não me sai as rimas.
Não me sai mais nada.
Isabel Ienczak
horas a olhar.
Quedo no esquecimento,
palavras não querem chegar.
Perdida...
e magoada.
Não me sai as rimas.
Não me sai mais nada.
Isabel Ienczak
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