(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

AUSENTAR-SE

Enquanto eu cruzava
pela janela do passado,
Avistei tantos que se
ausentaram de mim.

E por uma razão,
se dissiparam
das minhas memórias.

Mas a vida é um pequeno círculo,
e embora o tempo os encoberta,
deparo inesperadamente com este ensejo.

Mundos não foram construídos,
razão, não sei.
Tudo tem o seu fim.

Perdidos ficaram por aí,
privados até que o círculo
volte ao seu ponto de partida.

Mas a partida
não é igual.
Nada é igual.

E assim vai a vida:
encontros  e desencontros,
Até a existência desvanecer.

Isabel Ienczak




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

BEM-QUERER

Digo que é minha loucura
um vozear em pensamentos,
ofuscam e me torturam.

E, se te perturbo,
com estas minhas palavras massantes,
de certo o amor ainda se curva a ti.

Ah! Esse meu apreço!
Conheces-me.
Tranquila não fico.

E enquanto não me dás
o aclaramento que te interrogo,
Não me canso.

E minhas lágrimas,
pedem  o teu compadecimento.
Agasalha-me em teu braços.

Busca-me em teu beijo,
Aquele igual, que arrebatou
meu coração.

Isabel Ienczak


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

CHIFFON

Sei agora.

Andando nas nuvens,
Correr ao vento,
sem estar neles.

Rodopiando na leveza.
Criança brincando
em saia de roda.

Gira!
Gira!
Gira!

Vestida de flores
charmosamente,
dança nos babados.

E nessa dança,
sem querer, desvenda
a silhueta feminina.


Isabel Ienczak