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Salgueiro!
Nosso Salgueiro... chorão!
Onde estás?
Voltamos para te rever
e não te encontramos!
Onde estás?
Roubaram-te da terra.
Como podem?
Acabaram com tua eloquência
e imortalidade!
Como podem?
E agora?
Sob teus longos ramos
ficávamos aconchegados,
segredando o nosso amor.
E tu, melancolicamente,
nos protegendo,
nos oferecendo
sob teus pendentes,
ao sabor mágico dos ventos,
a tua dança musical!
Salgueiro!
Salgueiro...chorão!
Há um vazio em nós,
por não estares mais aqui!
Como podem?
Como podem?
(Isabel Ienczak)
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