(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SALGUEIRO


Salgueiro!
Nosso Salgueiro... chorão!
Onde estás?
Voltamos para te rever
e não te encontramos!

Onde estás?




Roubaram-te da terra.
Como podem?
Acabaram com tua eloquência
e imortalidade!

Como podem?

E agora?


Sob teus longos ramos
ficávamos aconchegados,
segredando o nosso amor.
E tu, melancolicamente,
nos protegendo,
nos oferecendo
sob teus pendentes,
ao sabor mágico dos ventos,
a tua dança musical!

Salgueiro!
Salgueiro...chorão!

Há um vazio em nós,
por não estares mais aqui!

Como podem?
Como podem?

(Isabel Ienczak)

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