(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

JANELA PARA O SOL: A VIDA

Abriu-se a janela
o vento
fez nascer a Vida.
A Vida do homem,
do pássaro que canta,
do filhote
que procura cegamente
sua mãe,
do riacho
que corre pelas matas.

A Vida
do silêncio
de espiríto,
da melodia
da natureza,
do despertar
na certeza
de encontrar
a felicidade.
A felicidade
ora longe,
ora tão perto

A Vida
feita de momentos,
em pedaços,
como quebra-cabeças.

A Vida
em forma de tabernáculo,
de joelhos inchados,
suplicando o perdão.

A Vida
dos sorrisos,
de esperanças,
de trevas
e de luz,
de sonhos
e desespero.

A Vida
cheia de discórdias,
cheia de uniões.

A Vida
multicor,
de fantasias
impossíveis.

A Vida
condicionada
mas sempre
a vida natural.

A Vida
dos passeios,
das correrias,
de oração,
de descrença,
do beijo,
do adeus
e de lágrimas
na despedida.

A Vida
do músico,
do operário,
do vagabundo.

A Vida
acompanhada
ou sozinha.

A Vida
de aventuras
e de trabalho,
da melancolia
e de alegria.

A Vida
que não retorna:
- Passa.
Que não deixa
marcas
e renasce para a eternidade.

A Vida
em que vivemos
doada pelo criador.

A Vida
que não passa
de uma Janela para o Sol.

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