Abriu-se a janela
o vento
fez nascer a Vida.
A Vida do homem,
do pássaro que canta,
do filhote
que procura cegamente
sua mãe,
do riacho
que corre pelas matas.
A Vida
do silêncio
de espiríto,
da melodia
da natureza,
do despertar
na certeza
de encontrar
a felicidade.
A felicidade
ora longe,
ora tão perto
A Vida
feita de momentos,
em pedaços,
como quebra-cabeças.
A Vida
em forma de tabernáculo,
de joelhos inchados,
suplicando o perdão.
A Vida
dos sorrisos,
de esperanças,
de trevas
e de luz,
de sonhos
e desespero.
A Vida
cheia de discórdias,
cheia de uniões.
A Vida
multicor,
de fantasias
impossíveis.
A Vida
condicionada
mas sempre
a vida natural.
A Vida
dos passeios,
das correrias,
de oração,
de descrença,
do beijo,
do adeus
e de lágrimas
na despedida.
A Vida
do músico,
do operário,
do vagabundo.
A Vida
acompanhada
ou sozinha.
A Vida
de aventuras
e de trabalho,
da melancolia
e de alegria.
A Vida
que não retorna:
- Passa.
Que não deixa
marcas
e renasce para a eternidade.
A Vida
em que vivemos
doada pelo criador.
A Vida
que não passa
de uma Janela para o Sol.
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