Dois corpos
se unem.
Entrelaçados.
Forte ritmo,
e compasso.
Que deslumbram
Paixão inebriante,
em tristeza
profunda.
Não se olham.
Não se fitam.
Simplesmente
se fecham
numa energia
entorpecida.
Melancolia
dos passos.
Onde a mão firme
conduz pelo salão,
o deslumbre
das emoções,
a meia luz.
E no final
eles se declinam.
Rasgam o coração
sem dizer palavra,
sem gesto se quer,
apenas uma
dramática promessa,
um desejo contido
e nada mais...
(Isabel Ienczak)
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