Lendo agora
estas minhas palavras,
Diga-me:
O que queres de mim?
Tua forma de abordar
confunde a minha mente,
não sei de tuas intenções,
propõe a felicidade
enleada ao silêncio.
Tu me arremessas
à insegurança
e envolta no medo,
me distancio de ti.
E mesmo querendo
entrar em teus abraços,
olhando-te
eu recuo,
a espera das palavras
que se encerram em mim
em perguntas
incessantemente
sem respostas.
Diga-me:
O que sou para ti?
(Isabel Ienczak)
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