As mãos hesitam
ao segurar o pacote,
presente a quem
se quer o bem.
Porém, rapidamente,
guarda-se na gaveta.
O agora,
não é o oportuno.
Eis que o silêncio
inunda o cômodo,
peso de quem não sabe
o certo e o errado,
todavia há expectativa.
Assalta-lhe a mente
os devaneios,
provocando-lhe
prováveis reações.
A espera
lhe é assombrosa.
Mas a felicidade
lhe toma de tocai,
como feito juvenil.
Surge-lhe adiante,
a figura de sua aflição.
E sem mais o que pensar
enlaçando nos braços,
entrega-lhe o presente.
(IsabelIenczak)
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