É noite, tenho 8 anos
sou criança inocente.
De passinho em passinho,
não quero acordar ninguém,
vou à janela, abro-a devagarinho.
Inclino meu rosto,
avisto a distância,
brisa fresquinha,
meu pensamento silencioso
e eu aqui quietinha.
Não lembro de ver o futuro,
tão pouco do que já se foi.
Eu estou viajando nela,
debruçada em sonhos
na minha grande janela.
(Isabel Ienczak)
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