O que eu tenho?
Não sei.
Parece que se foram
as últimas letras.
E perdidas estão
por aí
sem pistas
sem rimas.
Minha mão
cadente,
versos não quer
escrever.
Enluta
a inspiração
abalada pelo silêncio:
as palavras.
(Isabel Ienczak)
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