Manhã!
Acordar de súbito.
No vazio do quarto,
sem saber onde estava.
Os sonhos da noite
se despediram repentinamente.
O olhar percorreu sem ver,
estava longe.
Longe dali, como a alma sempre esteve.
Descrédito no tempo,
divagando perguntas secretas.
Respostas nunca ditas.
E nesse entorpecimento,
já não sabia ao certo,
se do sono acordou,
ou nele adormeceu.
Um contador de estórias!
E na mente,
momentos sem sentido,
escolhas certas ou erradas.
E nesses minutos,
olhos fechados,
sem saber se era real ou virtual.
(Isabel Ienczak)
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