Quem pode querer
a todo instante,
ter o não dever.
Na perversidade da contrariedade,
eis que a crueldade,
em som surdo,
avassala.
O mau humor
instala n'alma.
Finda-se no azedume.
Ronda um sentimento desagradável
idêntico a birra de gaiato.
Cruza-se os braços,
simulando um rebordo.
O que fazer nessa rudeza desacordante?
Esvai-se para que a cólera
não atinja quem quer o sossego.
Isabel Ienczak
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