Julgaste,
apenas com o olhar.
Mas não o olhar
que vem do coração.
Mas o superficial,
sem compreender.
Condenando.
Tão fácil assim,
Quase com dedo
em riste.
Apontando sem ver.
E na falha
do pensamento,
te traís-te.
Uma pergunta
bastava,
Sê a dúvida?
Uma pergunta,
somente.
Pois ante,
a qualquer comentário,
o engano ronda
e assola.
(Isabel Ienczak)
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