Queira-me?
Sim e não.
Queira-me
assim:
sem um destino,
ou sonhos.
Amarras
que machucam
os punhos.
Mãos
pousadas no ar.
Sem tocar.
Queira-me?
Por um breve
beijo,
e dele,
se desfazer
em retraimento.
Queira-me?
Apenas
por um abraço,
lacônico,
desmanchando-se
feito poeira.
Com a certeza
de que amanhã
tudo se refaz
de novo.
(Isabel Ienczak)
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