Tarde fria,
final do dia.
Abro a cortina,
Vejo a chuva caindo.
Gotas na janela.
Hora de esperar.
Esperar...
Chuva, chuva, chuva
outra vez...
Olho à sala
de jantar.
De quem a vê
pela última vez.
Paredes verdes
o cheiro do molhado
vindo lá de fora.
Chuva, chuva, chuva...
outra vez...
Debruço sobre a janela,
e lentamente
levo meu rosto sobre
os braços.
Inclinando o olhar
ao infinito.
Sonhando...
Gente passando,
mas não você.
Por quê será?
Chuva, chuva, chuva
outra vez...
O tempo se indo,
Chuva caindo,
molhando,
e eu aqui
pensando.
que talvez entre
os guarda-chuvas
de cor preta
possa ser você...
E assim chovendo,
outra vez...
(Isabel Ienczak)
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