A tua mão procura a minha,
reticente em não aceitar,
que um carinho teu
possa rejeitar.
Desliza os dedos sobre ela,
em resposta no silêncio distante,
tocando em cada parte, dizes que é macia,
como se nela fosse o viajante.
Acariciando dedo por dedo,
os olhos se fecham em devaneio
e respeitosamente a leva a tua boca,
esperando que ao coração seja o esteio.
Mas o tempo é em minutos,
tudo se esvai arrastado ao medo,
mesmo no abismo haja ternura,
nossas mãos se encerram em segredo.
(Isabel Ienczak)
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