(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)

(Óleo sobre tela-Isabel Ienczak 2001)
Meu canto para ler e escrever!

quarta-feira, 14 de março de 2012

O FATO

Abraço sem pretensão.
Deduz-se Inocência.
Arrasta-lhe a face,
no algar dos segundos,
Prendendo-a toscamente.
O inesperado acontece!
Sê verdadeiro,
parece impossível!
(gesto imperfeito?).
Pensamentos se recusam a vir.
Assustador saber.
(Onde está o Sublime?).
As mãos mostram-se vazias,
Acuadas se perde na fuga.
Sê real ou devâneio.
Não é certo que se reconsidere,
medo do risco.
E não saber quem se perdeu.
Remoer a mente,
em esperança louca.
O silêncio se fez no tempo.
E continua a remoer:
E não saber quem se perdeu.

(Isabel Ienczak)

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