
Nestas noites em claro
A alma em desamparo,
pensamentos percorrem
a lembrança de um abraço.
Perdida no tempo,
As lágrimas florescem
e no sobressalto de um vazio,
Um pranto silencioso.
Busca o abraço
sumido,
regaço dos sonhos
já perdidos,
calor asilado do amor.
Sofreguidão de aninhar ao peito
na aflição de alimentar a alma,
redimida do desvelo prometido
e assombrada pela solidão.
Pousa mutuamente as mãos.
Em carinho, reclina em abraços.
Mostrando-lhe o coração
Em beijos úmidos e mornos,
Como àquela paixão.
(Isabel Ienczak)
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