Seja lá o que for,ainda,
Vejo-o nos devaneios
um tal por acaso,
do primeiro dia.
Vejo-o na ilusão
de tua serenidade.
Como se não me visse
há muito tempo.
E tu existe,
na relembrança,
vaga e quase apagada,
tal qual como já foi.
E meus olhos entristecem,
ausente e distante,
um sorriso
sem rir.
Perco-me no tempo sem volta.
Quase sem a centelha
dos sonhos, sem o rumo
de tuas mãos.
(Isabel Ienczak)
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