A árvore está morta!
Não, não está.
Ela não deixou de viver.
Os pássaros ainda cantam nela.
Ela sucumbiu-se em desatino.
Ainda em seu talo,
Corre-lhe a seiva
onde mergulha seu sonho.
Em sono profundo
sem tempo a despertar.
Mesmo na fuga,
Ela está alí.
Aquieta-se
em sua firmeza.
Sabe-se lá,
ouvindo tudo que é dito.
(Isabel Ienczak)
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